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Caso Auriscléia: Pastor acusado de feminicídio vai a júri popular no Acre

27 de nov. de 2025
2 min de leitura

Réu responde pela morte de Auriscléia Lima e por lesão corporal contra adolescente


A Vara Criminal de Capixaba, no interior do Acre, marcou para o dia 9 de dezembro o julgamento do pastor Natalino do Nascimento Santiago, de 50 anos, acusado de matar a esposa Auriscléia Lima do Nascimento, de 25 anos, em junho de 2025. O réu será submetido a júri popular e responde pelos crimes de feminicídio e lesão corporal.

Natalino do Nascimento Santiago, de 50 anos, fugiu do local do crime no Acre — Foto: Reprodução
Natalino do Nascimento Santiago, de 50 anos, fugiu do local do crime no Acre — Foto: Reprodução


O caso ocorreu na Comunidade Campo Alegre, zona rural do município. De acordo com as investigações, a vítima foi atingida por golpes de facão dentro de casa. O filho dela, de 14 anos, também foi ferido durante a ação. A acusação contra o adolescente foi atualizada para lesão corporal, conforme decisão judicial.


Após o crime, Natalino fugiu e foi localizado quatro dias depois, em 14 de junho, em uma área de mata dentro da Reserva Extrativista Chico Mendes. A Justiça decretou a prisão preventiva do acusado por reincidência criminosa, já que ele havia sido condenado anteriormente por homicídio em 2011, em Rio Branco, e descumprido medidas cautelares ao obter progressão de regime.


A audiência de instrução do processo ocorreu em 25 de agosto, quando defesa e Ministério Público apresentaram provas e ouviram testemunhas. A Defensoria Pública do Estado representa o acusado e solicitou a retirada das acusações, pedido que foi negado pelo magistrado responsável.

Auriscléia Lima do Nascimento, de 25 anos, foi assassinada e o marido, Natalino Nascimento, de 50, é o principal suspeito — Foto: Arquivo pessoal
Auriscléia Lima do Nascimento, de 25 anos, foi assassinada e o marido, Natalino Nascimento, de 50, é o principal suspeito — Foto: Arquivo pessoal

O Ministério Público denunciou o réu por feminicídio qualificado, com agravantes previstos na Lei Maria da Penha. O Tribunal de Justiça do Acre informou que, caso seja condenado novamente, a nova pena deverá ser somada à que já cumpre. O réu segue preso à disposição da Justiça.


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