Caiu em contradição: Enquanto aliados do Governo LULA diziam que os EUA “não querem dialogar”, presidente americano afirma que Lula pode ligar “a qualquer momento”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adotou um discurso de vitimização perante a comunidade internacional, sugerindo que o governo dos Estados Unidos não estaria disposto ao diálogo diplomático com o Brasil.
A narrativa ganhou força após declarações da ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), que afirmou que “Trump não quer conversar agora”, justificando a ausência de contato direto entre os chefes de Estado.

Entretanto, em entrevista na tarde desta sexta-feira (1º), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou haver qualquer obstáculo ao diálogo com o Brasil. “Nada impede Lula de ligar para falar com o governo americano”, declarou Trump, durante coletiva na Casa Branca. A fala gerou repercussão imediata e contradisse a versão sustentada por integrantes do governo do PT brasileiro nos últimos dias.
A declaração de Trump ocorre em meio à escalada diplomática provocada pela sanção do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com base na Lei Magnitsky. Lula se manifestou em defesa do magistrado e contra o que chamou de “interferência inaceitável” dos Estados Unidos no Judiciário brasileiro.
No entanto, fontes diplomáticas indicam que o governo brasileiro já havia sido alertado previamente sobre a possibilidade de sanções e que, mesmo assim, não houve avanço em negociações diretas com Washington. A alegação de que o governo americano se recusava ao diálogo serviu de argumento para posicionar Lula como alvo de ações externas, reforçando uma estratégia de mobilização política no plano internacional.
A fala de Trump, ao dizer que o presidente brasileiro “pode ligar a qualquer momento”, expôs um ruído entre os dois governos e lançou dúvidas sobre a real disposição do Palácio do Planalto em negociar diretamente com a Casa Branca.















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