Briga por castanha termina em morte na zona rural de Sena Madureira
Agricultor e filho são presos suspeitos de matar vizinho durante confusão e alegam legítima defesa

Uma discussão por retirada de castanha terminou em morte no Ramal Cassirian, zona rural de Sena Madureira, no interior do Acre. Leonildo Martins Lourenço de Souza, de 31 anos, foi baleado na virilha e morreu no local no domingo (18). Um agricultor e o filho dele foram presos suspeitos do crime, mas foram liberados após prestarem depoimento, sob alegação de legítima defesa.
De acordo com informações da Polícia Militar do Acre (PM-AC), a vítima teria ido até a propriedade do agricultor aparentemente embriagada, afirmando que estavam retirando castanha de sua terra sem autorização.
Ainda segundo a polícia, Leonildo estava armado, com uma pistola calibre 9 milímetros na cintura, e teria ameaçado o filho do agricultor, que não se encontrava no local no início da discussão.
Ao chegar à propriedade, o agricultor teria presenciado a confusão e tentado defender o filho. A discussão evoluiu para agressões físicas, momento em que Leonildo acabou sendo atingido por um disparo, feito com a própria arma, conforme relato policial.
Durante a confusão, uma mulher que estava na propriedade e presenciou os fatos também teria sido agredida pela vítima ao tentar registrar a situação. Mesmo com o acionamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Leonildo não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.
Após o ocorrido, o agricultor e o filho permaneceram na propriedade e foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Sena Madureira para prestar esclarecimentos.
Em entrevista, o advogado do agricultor, Lívio Passos, confirmou que ambos foram liberados após o depoimento. Segundo ele, a autoridade policial entendeu que houve legítima defesa.
“Meu cliente acionou o Samu e a PM. Vizinhos presenciaram o que aconteceu. Uma senhora foi agredida quando tentou filmar a vítima agredindo o agricultor e o filho dele. Tudo isso foi esclarecido na delegacia, que entendeu pela legítima defesa”, afirmou o advogado.
O caso segue sob apuração da Polícia Civil, que analisa as circunstâncias do crime e os depoimentos das testemunhas.














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