Brasil recebe Mundial de Ginástica Rítmica pela primeira vez; collants com 20 mil cristais prometem brilhar no Rio
Com inspiração cultural, luxo nos uniformes e trilha sonora tipicamente brasileira, seleção sonha com medalha inédita no primeiro Mundial sediado no país.
O Brasil está prestes a viver um momento histórico no esporte: pela primeira vez, o Mundial de Ginástica Rítmica será realizado em solo brasileiro. O evento acontece no Rio de Janeiro, entre quarta-feira (20) e domingo (24), e promete encantar o público com apresentações marcadas por técnica, beleza e muita brasilidade.

E quando se fala em brilho, não é exagero. Os novos collants da equipe brasileira carregam mais de 20 mil cristais aplicados manualmente, em um trabalho minucioso assinado pela estilista Thaís Lima, que há doze anos é responsável pelos figurinos da seleção.
“Entrar assim, grandonas, com collant brilhando e maquiagem é sensacional”, comemorou a ginasta Sofia Pereira.
A técnica Camila Ferezin, que já competiu em Mundiais, relembrou como tudo evoluiu:
“Na minha época não tinha todo esse brilho. Hoje, cada collant carrega cerca de 20 mil cristais. É um espetáculo à parte.”
Uniformes que contam histórias
Além de luxo, os figurinos trazem identidade. Inspirados na cultura brasileira, eles exibem cores da bandeira nacional e tons que remetem ao sol. Cada detalhe conversa com a música e a proposta artística das apresentações.
Para a série simples, com fitas, o collant reflete alegria e movimento. Já na série mista, com arcos e bolas, a trilha sonora surpreende: o clássico sertanejo “Evidências”, de Chitãozinho e Xororó, vai embalar a coreografia.

“Eu sou mais do samba”, brincou Nicole.“Eu sou mais do sertanejo”, rebateu Maria Paula.
Entre samba, funk, MPB e sertanejo, a seleção mostra que a música brasileira é parte fundamental do espetáculo.
O sonho do pódio
Com apresentações ousadas e figurinos deslumbrantes, a equipe está focada em conquistar a primeira medalha da história para o Brasil na modalidade conjunto.
“Na modalidade conjunto, vamos brigar por medalha sim”, afirmou Camila Ferezin, confiante.
Agora, é esperar para ver se o brilho dos cristais se transformará no brilho do ouro. Uma coisa é certa: o Brasil está na moda na ginástica rítmica.















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