Bolsa Família terá reajuste de 15% e benefício mínimo sobe para R$ 691
Novos valores começam a ser pagos em outubro, com benefício médio passando para R$ 777 e adicionais também reajustados

O governo federal anunciou um reajuste de aproximadamente 15,04% nos valores do Bolsa Família. Com a mudança, o valor mínimo garantido por família passará de R$ 600 para R$ 691. O benefício médio também será ampliado, de R$ 675 para R$ 777.
Os novos valores começam a ser pagos a partir de 19 de outubro. Segundo as informações divulgadas, o reajuste busca compensar a inflação acumulada desde março de 2023, quando o programa foi relançado.
Além do valor mínimo, os benefícios adicionais pagos de acordo com a composição familiar também serão atualizados.
O Benefício Primeira Infância, destinado a crianças de até sete anos incompletos, passará de R$ 150 para R$ 173. Já o benefício destinado a gestantes e jovens de 7 a 18 anos subirá de R$ 50 para R$ 58.
O Benefício Nutriz, pago para famílias com bebês de até seis meses, também será reajustado de R$ 50 para R$ 58.
Impacto no orçamento
De acordo com o Ministério do Planejamento, o reajuste terá um custo estimado de R$ 5,8 bilhões no orçamento de 2026, considerando os pagamentos realizados entre outubro e dezembro.
Para 2027 e 2028, o impacto anual previsto será de R$ 22,7 bilhões.
Em agosto, cerca de 19,3 milhões de famílias recebiam o Bolsa Família em todo o país.
Quem pode continuar recebendo
Para permanecer no programa, a renda mensal por pessoa da família deve ser de até R$ 218. Também é necessário manter os dados do Cadastro Único atualizados e cumprir as condições relacionadas às áreas de saúde e educação.
Com a atualização, os beneficiários terão os valores reajustados de acordo com as novas regras a partir dos pagamentos previstos para outubro.














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