BANDIDAGEM COOPERA ENTRE PAÍSES VIZINHOS: Lula desafia operações dos EUA com comentários desprezíveis sobre atuação americana no Caribe e ganha apoio do Ditador Maduro
O alinhamento entre Brasil e Venezuela se aprofunda rumo a um abismo geopolítico, impulsionado por novas declarações provocativas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As declarações ocorrem enquanto o Brasil enfrenta Sérias dificuldades para conter o avanço do crime organizado em seu próprio território, dando um péssimo exemplo internacional ao se omitir diante da recente operação no Rio de Janeiro, quando o governo federal negou apoio ao estado.
O discurso de Lula contra a presença militar dos Estados Unidos no Caribe vai em desencontro às posições de aliados ocidentais, especialmente do seu parceiro histórico, o próprio, Estados Unidos.
Nicolás Maduro, por sua vez, celebrou as falas do presidente brasileiro, reforçando a aproximação entre dois governos cada vez mais isolados no cenário internacional.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a tensionar o cenário internacional ao criticar as operações militares dos Estados Unidos em águas do Caribe e do Pacífico, alegando que a presença de navios de guerra norte-americanos representa uma ameaça à paz regional. As declarações renderam elogios do ditador venezuelano Nicolás Maduro, que classificou o discurso do brasileiro como “contundente” e “fundamental para a defesa da soberania latino-americana”.
Durante uma reunião do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), transmitida pela emissora estatal VTV, Maduro agradeceu publicamente a Lula e defendeu a necessidade de uma frente unificada de países da América Latina sob o comando da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).
“Agradeço ao presidente Lula da Silva porque fez um pronunciamento contundente pela paz na América do Sul, na América Latina e pelo poder que a Celac deve ter”, afirmou Maduro. “A paz será nossa grande vitória perante as ameaças imperialistas.”
Lula quer transformar cúpula da Celac em palco contra os EUA
Em entrevista à imprensa internacional, Lula anunciou que pretende levar à próxima cúpula Celac–União Europeia, marcada para ocorrer na Colômbia, o debate sobre a presença militar dos EUA em mares latino-americanos. Segundo ele, a reunião “só fará sentido” se discutir “a militarização da região”.
“A América Latina é uma região de paz, e o Brasil tem todo o interesse em ajudar na resolução dos conflitos”, declarou Lula, ao afirmar que Washington deveria cooperar com políticas de combate ao narcotráfico “sem recorrer a ataques militares”.
Tensão geopolítica e aproximação com regimes autoritários
O regime de Maduro acusa os Estados Unidos de tentar forçar uma mudança de governo na Venezuela, utilizando operações antidrogas como justificativa para manter navios e aeronaves próximos ao território venezuelano.
Desde o início da ofensiva americana contra o narcotráfico, as Forças Armadas dos EUA confirmaram 17 ataques a embarcações no Caribe e no Pacífico, resultando na morte de cerca de 60 criminosos.
Na terça-feira (4), o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, confirmou um novo ataque no Pacífico Oriental, afirmando que a embarcação “transportava drogas em uma rota conhecida do narcotráfico”.
“A inteligência confirmou o envolvimento do navio no contrabando de narcóticos. A operação foi conduzida em águas internacionais, de acordo com os protocolos internacionais”, disse Hegseth.
As declarações de Lula e o apoio imediato de Maduro reforçam o alinhamento político entre Brasília e Caracas, dois governos que compartilham críticas à influência norte-americana na América Latina.
Analistas apontam que o movimento isola o Brasil de seus aliados democráticos tradicionais e aproxima o país de regimes sob sanções internacionais, como Venezuela, Cuba e Nicarágua.















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