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BANDIDAGEM COOPERA ENTRE PAÍSES VIZINHOS: Lula desafia operações dos EUA com comentários desprezíveis sobre atuação americana no Caribe e ganha apoio do Ditador Maduro

5 de nov. de 2025
3 min de leitura

O alinhamento entre Brasil e Venezuela se aprofunda rumo a um abismo geopolítico, impulsionado por novas declarações provocativas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As declarações ocorrem enquanto o Brasil enfrenta Sérias dificuldades para conter o avanço do crime organizado em seu próprio território, dando um péssimo exemplo internacional ao se omitir diante da recente operação no Rio de Janeiro, quando o governo federal negou apoio ao estado.


O discurso de Lula contra a presença militar dos Estados Unidos no Caribe vai em desencontro às posições de aliados ocidentais, especialmente do seu parceiro histórico, o próprio, Estados Unidos.


Nicolás Maduro, por sua vez, celebrou as falas do presidente brasileiro, reforçando a aproximação entre dois governos cada vez mais isolados no cenário internacional.


Ditador Maduro Atual Presidente da Venezuela desfilando no Palácio do Planalto ao lado do Presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva Foto e Créditos: Sérgio Lima / Poder360
Ditador Maduro Atual Presidente da Venezuela desfilando no Palácio do Planalto ao lado do Presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva Foto e Créditos: Sérgio Lima / Poder360

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a tensionar o cenário internacional ao criticar as operações militares dos Estados Unidos em águas do Caribe e do Pacífico, alegando que a presença de navios de guerra norte-americanos representa uma ameaça à paz regional. As declarações renderam elogios do ditador venezuelano Nicolás Maduro, que classificou o discurso do brasileiro como “contundente” e “fundamental para a defesa da soberania latino-americana”.


Durante uma reunião do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), transmitida pela emissora estatal VTV, Maduro agradeceu publicamente a Lula e defendeu a necessidade de uma frente unificada de países da América Latina sob o comando da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).


“Agradeço ao presidente Lula da Silva porque fez um pronunciamento contundente pela paz na América do Sul, na América Latina e pelo poder que a Celac deve ter”, afirmou Maduro. “A paz será nossa grande vitória perante as ameaças imperialistas.”

Lula quer transformar cúpula da Celac em palco contra os EUA

Em entrevista à imprensa internacional, Lula anunciou que pretende levar à próxima cúpula Celac–União Europeia, marcada para ocorrer na Colômbia, o debate sobre a presença militar dos EUA em mares latino-americanos. Segundo ele, a reunião “só fará sentido” se discutir “a militarização da região”.


“A América Latina é uma região de paz, e o Brasil tem todo o interesse em ajudar na resolução dos conflitos”, declarou Lula, ao afirmar que Washington deveria cooperar com políticas de combate ao narcotráfico “sem recorrer a ataques militares”.

Tensão geopolítica e aproximação com regimes autoritários

O regime de Maduro acusa os Estados Unidos de tentar forçar uma mudança de governo na Venezuela, utilizando operações antidrogas como justificativa para manter navios e aeronaves próximos ao território venezuelano.


Desde o início da ofensiva americana contra o narcotráfico, as Forças Armadas dos EUA confirmaram 17 ataques a embarcações no Caribe e no Pacífico, resultando na morte de cerca de 60 criminosos.


Na terça-feira (4), o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, confirmou um novo ataque no Pacífico Oriental, afirmando que a embarcação “transportava drogas em uma rota conhecida do narcotráfico”.


“A inteligência confirmou o envolvimento do navio no contrabando de narcóticos. A operação foi conduzida em águas internacionais, de acordo com os protocolos internacionais”, disse Hegseth.

As declarações de Lula e o apoio imediato de Maduro reforçam o alinhamento político entre Brasília e Caracas, dois governos que compartilham críticas à influência norte-americana na América Latina.


Analistas apontam que o movimento isola o Brasil de seus aliados democráticos tradicionais e aproxima o país de regimes sob sanções internacionais, como Venezuela, Cuba e Nicarágua.



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