Atlas da Violência Revela Desigualdade Mortal: Mais de 280 Mulheres Assassinadas em 10 Anos no Acre, Maioria Negras
Atualizado: 23 de jun. de 2024
O mais recente Atlas da Violência, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, traz dados alarmantes sobre a violência contra as mulheres no Acre.

Nos últimos dez anos, o estado registrou pelo menos 289 vítimas de violência letal, sendo a grande maioria composta por mulheres negras.
De acordo com o relatório, entre 2012 e 2022, 80,3% das mulheres assassinadas no Acre eram negras, enquanto apenas 19,7% eram não negras.
Esse padrão reflete uma tendência nacional, onde as mulheres negras são desproporcionalmente afetadas pela violência letal. Em 2022, a taxa de homicídios de mulheres negras no Acre foi de 4,5 por 100 mil habitantes, ligeiramente acima da média nacional de 4,2.
O Atlas destaca o impacto do racismo estrutural e institucional, além da interseccionalidade entre gênero e raça, como fatores cruciais para entender os altos índices de violência contra mulheres negras. A falta de políticas específicas de proteção para este grupo vulnerável contribui para a sua maior exposição a situações de violência.
Apesar dos números preocupantes, o Acre foi o terceiro estado com a maior redução nos crimes contra mulheres em 2022, registrando uma queda de 20,3%, ficando atrás apenas de Tocantins e Distrito Federal.
Contudo, enquanto alguns estados mostraram melhorias, outros, como Roraima, Mato Grosso e Paraná, viram um aumento significativo nas taxas de homicídios femininos.
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2023 ressalta a necessidade de uma atenção específica à violência contra as mulheres na região da Amazônia Legal, onde as taxas de Mortes Violentas Intencionais superam a média nacional.


Esses dados sublinham a urgência de implementar políticas públicas eficazes e ações direcionadas para a proteção e combate à violência contra as mulheres, especialmente as negras, tanto no Acre quanto em todo o Brasil.
O levantamento é do ContilNet
Com informações do Portal ContilNet















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