Aproximação entre Lula e Trump após discurso na ONU tem peso diplomático, avalia especialista
Contato rápido nos bastidores é visto como sinal de possível abertura para negociações em comércio, investimentos e cooperação bilateral

O breve encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump nos bastidores da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, gerou repercussão no meio político e diplomático. Apesar de ter durado apenas alguns segundos, o gesto foi interpretado como um movimento estratégico com potencial de impacto nas relações entre Brasil e Estados Unidos.
Para o jornalista Fernando Hessel, observador na Casa Branca, o episódio vai além da cordialidade. “Quem ganha com esse tipo de diálogo não é um partido ou grupo específico, mas o país como um todo. Se o Brasil consegue ter interlocução direta, sem intermediários, com os Estados Unidos, isso pode abrir caminho para negociações mais pragmáticas em comércio, investimentos, tecnologia e cooperação bilateral”, afirmou.
Segundo Hessel, os elogios feitos por Trump a Lula durante o discurso na ONU não devem ser vistos como artifício político. “Donald Trump é extremamente pragmático e direto. Não haveria necessidade de elogiar um chefe de Estado apenas para montar uma emboscada. Esse tipo de cálculo não faz parte do estilo dele”, destacou.
O especialista ressaltou ainda que, embora haja resistência de setores tradicionais da Casa Branca à aproximação com o Brasil por razões ideológicas, Trump mantém perfil de empresário e negociador. “O espírito comercial e a necessidade de fazer relacionamento prevalecem sobre a disputa ideológica e explicam a disposição dele em manter diálogo direto e pragmático com o Brasil.














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