Anvisa aprova medicamento oral para tratamento de tumores cerebrais no Brasil
Voranigo é indicado para pacientes a partir de 12 anos com gliomas difusos de baixo grau e mutações genéticas específicas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na segunda-feira (11), o registro do Voranigo (vorasidenibe), medicamento oral de uso diário destinado ao tratamento de gliomas difusos de baixo grau (grau 2), como astrocitomas e oligodendrogliomas.
O fármaco é indicado para pacientes a partir de 12 anos com mutações nas enzimas IDH1 ou IDH2 que já tenham passado por cirurgia, mas que não necessitem de radioterapia ou quimioterapia imediata.
O Voranigo atua inibindo as enzimas IDH1 e IDH2 mutadas, responsáveis por produzir substâncias que estimulam o crescimento das células tumorais. O bloqueio dessas enzimas contribui para retardar a progressão da doença e reduzir o volume do tumor.
Com a autorização da Anvisa, o medicamento, produzido pela farmacêutica Servier, já pode ser prescrito no país. No entanto, o acesso depende de novas etapas regulatórias, como a inclusão no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para cobertura por planos de saúde e a análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) para possível disponibilização na rede pública.
Segundo especialistas, esses processos envolvem avaliação de custo-benefício e impacto orçamentário, o que pode levar tempo até a efetiva oferta do tratamento em larga escala no Brasil.














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