Amuzu e Carlos Vinicius comandam virada histórica e fazem Grêmio jogar como time grande contra o Botafogo
Entrada decisiva do ganês e noite inspirada do camisa 9 mudam o jogo na Arena e expõem força de reação do time de Luís Castro.

O Grêmio finalmente teve uma noite de gente grande em 2026. E foi logo contra um adversário à altura. Na vitória eletrizante por 5 a 3 sobre o Botafogo, nesta quarta-feira, na Arena, o Tricolor mostrou poder de reação, intensidade ofensiva e personalidade — ingredientes que haviam faltado nos testes anteriores da temporada.
A atuação de peso veio no segundo tempo e teve dois protagonistas claros: Amuzu e Carlos Vinicius. A mudança de postura começou com uma correção do próprio treinador. Luís Castro errou ao iniciar a partida com Pavon, mas acertou em cheio ao lançar Amuzu no intervalo.
Amuzu muda o jogo e desmonta a defesa carioca
O ganês naturalizado belga deu outra cara ao ataque gremista. Com velocidade, drible e presença constante nas costas da marcação, Amuzu passou a ser um problema insolúvel para o Botafogo. Participou diretamente de dois gols, com assistências precisas para Carlos Vinicius e Tetê, além de dinamizar as triangulações e acelerar o jogo ofensivo.
Com ele em campo, o Grêmio deixou de ser previsível e passou a ser agressivo.
Carlos Vinicius vive noite de artilheiro
Se Amuzu foi o motor, Carlos Vinicius foi a lâmina. O centroavante teve uma atuação completa e decisiva, marcando três gols e confirmando o faro de artilheiro. São oito gols em oito jogos na temporada, dividindo a artilharia do Brasileirão justamente com Danilo, do Botafogo.
Cumpriu o manual do camisa 9: gol com o pé, de cabeça e de pênalti. Sempre bem posicionado, foi letal quando o time precisou virar o jogo.
Defesa preocupa, mas reação anima
Nem tudo foi perfeito. Os três gols sofridos mantêm o sinal de alerta ligado. Balbuena falhou no primeiro gol, ao perder a bola nas costas da defesa, e voltou a aparecer negativamente no segundo, ao dar espaço para a jogada que terminou em assistência para Danilo.
Ainda assim, a equipe se ajustou melhor defensivamente no segundo tempo e compensou as falhas com intensidade, pressão e eficiência no ataque.
Desde o Gre-Nal, o Grêmio sofreu 10 gols em quatro jogos, número alto para quem busca regularidade. O alento está na força de reação, algo raro na temporada passada e que apareceu com clareza diante de um Botafogo que vinha embalado por goleada e alto aproveitamento ofensivo.
Sinal de evolução
A atuação foi de “time grande” exatamente pela soma dos fatores: virada contra um rival forte, poder ofensivo, protagonismo individual e resposta emocional. Ajustes defensivos seguem urgentes, porque nem sempre será possível marcar cinco gols. Mas, desta vez, o Grêmio mostrou que pode competir em alto nível — e vencer.














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