ALVO DE MORAES: Justiça italiana retém passaporte de ex-assessor de Moraes e restringe deslocamento durante processo de extradição
Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi surpreendido nesta quarta-feira (1º) pela Polícia Italiana, que cumpriu uma medida cautelar em razão do processo de extradição solicitado pelo Brasil.
Segundo a defesa, Tagliaferro chegou a ser levado para prestar esclarecimentos, mas foi liberado em seguida. No entanto, a Justiça italiana reteve seu passaporte e determinou que ele não pode deixar a cidade onde reside, salvo mediante autorização de um juiz local.

O caso ocorre após pedido de extradição formalizado pelo Ministério da Justiça e encaminhado ao governo da Itália em agosto, em razão de acusações de vazamento de dados sigilosos do gabinete de Moraes. Tagliaferro foi denunciado pela PGR no âmbito do inquérito 4972, em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF).
Defesa reage
Em nota, os advogados de Tagliaferro afirmaram que a medida foi arbitrária e que irão adotar providências jurídicas tanto no Brasil quanto na Itália. A defesa também sustenta que ele colaborou espontaneamente, entregando documentos e se comprometendo a permanecer no local onde está hospedado.
Contexto do caso
Tagliaferro, ex-chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE, deixou o Brasil meses atrás. Em setembro, ele fez denúncias em audiência no Senado, afirmando que Alexandre de Moraes teria adulterado documentos para justificar operações da Polícia Federal.
O ministro, por sua vez, rebateu as acusações e afirmou, por meio de sua assessoria, que todas as investigações ocorreram dentro da legalidade.
Enquanto isso, a decisão da Justiça italiana representa um novo capítulo no impasse internacional envolvendo o ex-assessor, agora limitado a permanecer no país europeu até definição sobre sua eventual extradição.















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