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“Alucinação” e negação de fuga: Jair Bolsonaro passa por audiência e mantém prisão preventiva

23 de nov. de 2025
2 min de leitura

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) participou neste domingo (23) de uma audiência de custódia em Brasília na qual alegou ter tentado violar a tornozeleira eletrônica por conta de uma “alucinação”. Ele afirmou acreditar que havia escuta dentro do dispositivo e negou ter intenção de fuga. Apesar da explicação, sua prisão preventiva foi mantida.


Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Principais pontos

  • A audiência ocorreu por videoconferência, conduzida por juiz auxiliar no gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que decretou a prisão.

  • Em prisão domiciliar desde 4 de agosto, Bolsonaro tentou romper a tornozeleira eletrônica na madrugada de sábado (22), às 0h08. Um relatório da Polícia Federal (PF) apontou sinais de manipulação do dispositivo — um dos fundamentos para a conversão da prisão domiciliar em preventiva.

  • O ex-presidente relatou que iniciou há cerca de quatro dias o uso de dois medicamentos (pregabalina e sertralina) prescritos por médicos diferentes, e que acredita que a “paranoia” e “alucinação” vieram dessa interação medicamentosa.

  • A audiência de custódia verificou a legalidade da prisão e as condições de detenção, mas não reviu o mérito da decisão de prisão decretada por Moraes.

  • A prisão preventiva será mantida e a defesa do ex-presidente tem até as 16h30 deste domingo para se manifestar.


Bolsonaro foi condenado em setembro deste ano pelo STF à pena de 27 anos e 3 meses sob sub uma acusação liderada pelo STF por liderar uma trama de golpe de Estado apontada pelo STF.  Sua prisão preventiva foi decretada após diversos indícios de risco de fuga, mesmo tendo agentes armados em sua residência 24 Horas por dia, incluindo a manipulação do monitoramento eletrônico e convocação de apoiadores para vigília em frente à sua residência, o que motivou a PF a sugerir a medida.


O que cabe agora

A partir da manutenção da prisão preventiva:

  • A jurisdição aguarda os próximos recursos da defesa de Bolsonaro.

  • O ex-presidente permanece sob custódia até nova decisão.

  • A continuação das visitas médicas e da defesa está condicionada às determinações do STF

 
 
 

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