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ALIADO FORTE DO PT - (S.A): Davi Alcolumbre se consolida como peça-chave de Lula e barreira à oposição no Congresso contra Pautas da direita

14 de out. de 2025
2 min de leitura

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tem se tornado um dos principais aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Congresso Nacional, desempenhando papel decisivo na aprovação e na obstrução de pautas legislativas. Sua atuação tem sido apontada como fundamental para conter o avanço de projetos da oposição e garantir a estabilidade da base governista.


Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência
Brasil
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Desde que reassumiu a presidência da Casa, em fevereiro deste ano, Alcolumbre consolidou influência sobre o andamento de matérias de interesse do governo e manteve relações próximas com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os episódios mais recentes está o arquivamento da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Imunidade, que dificultaria a abertura de ações no STF contra parlamentares.


A rejeição de projetos como a anistia ampla e a PEC das prerrogativas reforçou a percepção de que o senador atua como uma barreira às iniciativas da oposição. Ao mesmo tempo, o Palácio do Planalto conta com sua articulação para neutralizar crises políticas, sobretudo após a derrota do governo na Medida Provisória da Taxação, derrubada na Câmara por ampla maioria.


Para o cientista político Elton Gomes, da Universidade Federal do Piauí (UFPI), a aliança entre Lula e Alcolumbre é sustentada por conveniência política e não por afinidades ideológicas. “Ele atua por autoproteção e estratégia. Essa parceria se baseia em trocas de apoio e cargos que reforçam o poder de ambos”, afirmou.


A relação também tem peso nas negociações sobre nomeações de ministros, diretores de estatais e agências reguladoras. Um dos pontos de convergência entre o governo e o senador é a exploração de petróleo na Margem Equatorial, região de alto potencial econômico, especialmente para o Amapá.


Apesar da sintonia com o Executivo, Alcolumbre enfrenta resistência de parte da oposição, que o acusa de interferir em comissões e de proteger aliados envolvidos em investigações. Na CPMI do INSS, que apura supostos desvios bilionários em aposentadorias e pensões, parlamentares de direita afirmam que o senador influencia decisões internas para evitar constrangimentos.


Além da disputa política, Alcolumbre também trabalha para manter seu espaço à frente do Senado após as eleições de 2026. Analistas avaliam que seu futuro dependerá da nova composição da Casa, já que dois terços das cadeiras estarão em disputa. Uma mudança significativa na correlação de forças pode definir se ele seguirá comandando o Legislativo a partir de 2027.


Enquanto isso, o governo continua apostando em sua liderança para aprovar pautas de interesse, como o projeto que amplia a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Já a oposição, liderada por senadores do PL e Republicanos, busca fortalecer articulações com o PSD de Gilberto Kassab, considerado o fiel da balança nas próximas votações.


O cenário reforça a influência de Alcolumbre como figura central na política nacional, capaz de equilibrar interesses do Planalto, do Senado e do Judiciário em meio às disputas que definem o ritmo do Congresso.

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