Alerta na china pode virar oportunidade: surtos de aftosa abrem espaço para carne brasileira
Especialistas apontam oportunidades, mas pedem cautela diante de incertezas sobre avanço da doença

Os recentes surtos de Febre aftosa na China podem abrir espaço para o aumento das exportações de carne brasileira. A possibilidade surge diante de uma eventual flexibilização das medidas de salvaguarda adotadas pelo governo chinês.
Apesar do cenário considerado positivo para o setor, especialistas mantêm cautela, já que ainda não há clareza sobre a dimensão e a propagação dos casos registrados no país asiático.
Impacto no Acre
No Acre, o efeito direto seria limitado, uma vez que o estado não possui frigoríficos habilitados para exportar carne para o mercado chinês. No entanto, o reflexo pode ocorrer de forma indireta.
Com uma possível redução da oferta de carne no mercado interno brasileiro, estados como o Acre poderiam ampliar sua participação no abastecimento nacional.
“É bom para o setor no Brasil, mas é preciso ter cautela nesse momento. Vamos aguardar”, afirmou Murilo Leite, presidente do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos e Matadouros do estado.
Cenário ainda incerto
Até a tarde desta quinta-feira (2), os registros dos surtos ainda não constavam no sistema da Organização Mundial de Saúde Animal, o que reforça a necessidade de monitoramento.
O último caso confirmado da doença na China havia sido registrado em 2025.
Diante das incertezas, o setor acompanha os desdobramentos com atenção, avaliando possíveis impactos tanto no mercado externo quanto no abastecimento interno de carne.














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