Alerta: Lula dará R$ 18 de aumento aos professores
Reajuste estimado levaria salário inicial a R$ 4.885,78; MEC discute mudança na regra
O reajuste do piso salarial dos professores no País deve ser, em 2026, um dos menores já registrados e abaixo da inflação. A remuneração inicial dos docentes deve subir de R$ 4.867,77 para R$ 4.885,78, aumento estimado em 0,37%.

O mecanismo atual determina que o piso seja reajustado em janeiro pelo mesmo porcentual de crescimento do valor anual mínimo investido por aluno no Fundeb, principal fundo de financiamento da educação básica. O modelo é questionado por especialistas, entidades de classe e pelo próprio Ministério da Educação.
A Frente Parlamentar Mista de Educação pediu atuação do MEC. “Não é aceitável que uma categoria estratégica para o futuro do Brasil seja submetida a um reajuste tão reduzido, incapaz sequer de recompor as perdas inflacionárias”, afirmou o grupo, em nota.
O presidente da Frente, deputado Rafael Brito (MDB-AL), disse esperar que o governo federal edite medida provisória para conceder aumento real aos professores. Apuração do Estadão indica que há Estados dispostos a recorrer à Justiça caso o MEC fixe reajuste acima do previsto em lei.
Procurado, o MEC informou que discute com secretários de Educação e com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) uma nova forma de reajuste. Uma das propostas em debate é atrelar o aumento ao INPC. As reuniões ocorreram ao longo do ano, sem consenso até o momento.
A CNTE voltou a criticar o percentual estimado de 0,37% e cobrou “ação urgente do MEC”.
“Esse percentual é insuficiente e não recompõe as perdas inflacionárias, repetindo um cenário já vivido pela categoria: reajuste zero em 2021 e 3,62% em 2024, também abaixo da inflação”, escreveu em nota.
O ministério informou ainda que o reajuste oficial será publicado até o fim de janeiro, por meio de portaria.
por: Porder Nacional















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