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ALERTA: Desafios Perigosos nas Redes Sociais já mataram 56 menores no Brasil desde 2014

14 de abr. de 2025
2 min de leitura

A Polícia Civil do Distrito Federal investiga a morte de Sarah Raíssa Pereira de Castro, de 8 anos, ocorrida no último domingo (13), após suspeita de participação em um desafio viral nas redes sociais envolvendo a inalação de desodorante.


A menina foi encontrada desacordada em casa pelo avô, com um frasco de desodorante vazio e um celular ao lado.


Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
O pai de Sarah Raíssa, Cássio Maurilio, contou sobre os planos da filha para quando se tornasse adulta. “Eu a incentivava a estudar. Ela dizia que iria, mas não para ganhar dinheiro, e, sim, para salvar vidas. Ela queria ser médica”, contou.


Conforme a família, a criança sofreu uma parada cardiorrespiratória e foi encaminhada ao Hospital Regional de Ceilândia, onde ficou internada em estado grave até ser constatada a morte cerebral. A principal linha de investigação aponta que a morte pode estar relacionada a um vídeo com conteúdo de desafio perigoso.

O aparelho celular da vítima passará por perícia para apurar se houve envolvimento direto com o conteúdo suspeito. A polícia afirma que conteúdos semelhantes já haviam sido vistos por outros jovens. Os responsáveis pela divulgação desses materiais podem ser enquadrados por homicídio duplamente qualificado, com pena superior a 30 anos de prisão.



Segundo especialistas, a inalação de substâncias químicas presentes em desodorantes em aerossol pode provocar reações graves, como asfixia e broncoespasmo, devido à irritação direta nas vias respiratórias. A prática é considerada de alto risco e tem sido disseminada por meio de vídeos virais nas plataformas digitais.


Dados do "Instituto Dimicuida", que monitora brincadeiras perigosas na internet, apontam que desde 2014 ao menos 56 menores morreram ou ficaram gravemente feridos no Brasil por conta de desafios online. O levantamento é usado pelo Ministério da Justiça para avaliar medidas de enfrentamento a esse tipo de conteúdo.


A escola onde Sarah estudava suspendeu as aulas nesta segunda-feira (14) em sinal de luto. A morte mobilizou autoridades e reabriu o debate sobre a necessidade de regulamentação mais rígida das redes sociais.


Em publicação, o advogado-geral da União afirmou que o caso exige “rigorosa apuração” e ressaltou a urgência de medidas para coibir e responsabilizar a divulgação de conteúdos nocivos.

Organizações especializadas reforçam a importância da supervisão parental e do diálogo constante entre responsáveis e crianças sobre o uso consciente da internet.

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