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Alcolumbre tenta blindar Moraes e descarta pautar impeachment e endurece tom contra pressão de bolsonaristas no Senado

7 de ago. de 2025
2 min de leitura

Cid Gomes (PSB-CE) afirmou nesta quarta-feira, 6 de agosto, que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), descartou qualquer possibilidade de pautar um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita após reunião de lideranças partidárias no Congresso, em meio à escalada de tensão provocada por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que protestam contra sua prisão domiciliar decretada por Moraes.


O encontro ocorreu em Brasília, um dia depois que parlamentares bolsonaristas ocuparam a mesa diretora do Senado, em ato considerado obstrutivo. Alcolumbre reagiu marcando uma sessão remota para esta quinta-feira (7), com objetivo de manter o funcionamento da Casa e votar medidas urgentes. Durante a reunião, segundo Cid, o presidente do Senado foi enfático: “não há hipótese de que eu coloque para votar essa matéria”, referindo-se à proposta de impeachment.


O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, reforçou o posicionamento e criticou a pressão feita por oposicionistas. “O presidente Davi deixou claro que o Senado não vai se curvar à chantagem. O que está acontecendo é uma chantagem com o uso da força, que não será aceito e não será admitido”, declarou. Já o senador Ciro Nogueira (PP-PI), aliado de Bolsonaro, reconheceu que o pedido não avançaria: “O Congresso não tem 54 senadores para aprovar um impeachment. Sinceramente, só entro em impeachment quando puder acontecer.”

Em nota divulgada à noite, Alcolumbre endureceu o discurso: “Não aceitarei intimidações nem tentativas de constrangimento à Presidência do Senado. O Parlamento não será refém de ações que visem desestabilizar seu funcionamento”. A sessão remota de quinta votará, entre outras pautas, a medida provisória que isenta do Imposto de Renda quem ganha até dois salários mínimos — proposta que vence na próxima semana e corre risco de caducar. Até o momento, o cenário é de tensão controlada, mas sem sinais de arrefecimento por parte da ala bolsonarista.

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