Alan Rick defende auditoria em contratos do governo do Acre após declarações de Mailza
Candidato afirma que, se assumir o Estado, pretende revisar contratos e apurar possíveis irregularidades apontadas durante as investigações

O candidato ao Governo do Acre Alan Rick (Republicanos) afirmou nesta terça-feira (22), durante uma agenda na Baixada da Sobral, em Rio Branco, que pretende realizar uma auditoria nos contratos do Estado caso seja eleito.
A declaração ocorreu após a governadora e candidata à reeleição Mailza Assis (Progressistas) comentar as recentes operações da Polícia Federal e afirmar que recebeu o governo com contratos que já estavam em andamento. Mailza também declarou que confia na Justiça e que não pretende interferir nas investigações.
Alan Rick disse que contratos que apresentem indícios de irregularidades devem ser analisados pela administração pública, independentemente de terem sido firmados antes do início da atual gestão.
Segundo o candidato, a proposta é fazer uma revisão dos contratos estaduais e verificar situações que possam indicar fraude, valores acima do previsto ou outras irregularidades.
Candidato promete revisar contratos
Alan Rick afirmou que pretende realizar uma auditoria ampla nos contratos do governo caso assuma o comando do Estado.
O candidato declarou que contratos nos quais sejam identificados indícios de fraude ou outras irregularidades deverão passar por análise e, conforme o caso, poderão ser adotadas medidas administrativas e legais.
Durante a agenda, Alan também afirmou que o chefe do Executivo deve acompanhar os contratos em execução e verificar se os serviços previstos estão sendo efetivamente realizados.
Operações da Polícia Federal
As declarações ocorrem no mesmo dia em que a Polícia Federal deflagrou as operações Ptolomeu IV e Umbra no Acre.
Segundo a PF, a Operação Ptolomeu IV investiga suspeitas relacionadas à contratação de empresas para a construção da nova sede do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac). Uma auditoria da Controladoria Geral da União apontou indícios de superfaturamento por serviços que teriam sido medidos e pagos, mas não executados integralmente, em valor estimado de aproximadamente R$ 1,2 milhão.
A Polícia Federal também informou que a investigação apura possíveis desvios de recursos provenientes de contratos públicos e outras movimentações consideradas suspeitas. As apurações ainda estão em andamento e os fatos investigados dependem da conclusão das autoridades responsáveis.
A fala de Alan Rick também ocorre poucos dias depois da Operação Death Note, deflagrada em 17 de setembro pela Polícia Federal com apoio da CGU. A investigação apura suspeitas de desvio de recursos federais destinados ao Acre por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Segundo a PF, o possível prejuízo aos cofres públicos ultrapassa R$ 30 milhões.
Ao comentar a administração estadual, Alan Rick afirmou que pretende promover mudanças na fiscalização dos contratos e adotar medidas para que os serviços públicos sejam executados dentro das regras previstas em lei.














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