Advogada acusada de atuar como 'pombo-correio' para facção criminosa no Acre é libertada por decisão do STJ
A advogada Glenda Fernanda Santos Menezes, presa sob suspeita de agir como intermediária de mensagens para uma organização criminosa, foi solta após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O ministro Sebastião Reis Júnior concedeu uma liminar em habeas corpus impetrado por sua defesa, alegando que medidas alternativas à prisão seriam suficientes.

Embora a colaboração de Glenda seja considerada grave, o ministro destacou suas condições pessoais favoráveis, a ausência de violência no crime e a suposta ligação do delito à sua profissão e acesso a estabelecimentos prisionais, sugerindo que o afastamento da atividade profissional seria suficiente para impedir reincidências.

Como parte das medidas cautelares, ela deverá comparecer mensalmente ao juízo, está proibida de manter contato com co-investigados e testemunhas, não pode acessar presídios e ficará em prisão domiciliar com monitoramento eletrônico.
Além disso, Glenda foi afastada do cargo administrativo que ocupava na Agência de Negócios do Acre (Anac), conforme confirmado pelo governo estadual. A defesa da advogada revelou que ela enfrenta um quadro emocional preocupante, comprovado por um laudo psicológico.

A Operação Cupiditas, que resultou na prisão de Glenda e outros três advogados, busca desarticular o suposto envolvimento desses profissionais em transmitir mensagens entre líderes de uma facção criminosa e membros nas ruas. Os advogados foram identificados como Juliana Sousa Pereira, João Figueiredo Guimarães, Eronildo Macambira Braga Junior, além de Glenda Fernanda Santos Menezes.

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre (OAB/AC) emitiu nota confirmando que está acompanhando o caso para assegurar o respeito às prerrogativas dos profissionais envolvidos. Até o momento, eles devem responder por integrar organização criminosa, podendo enfrentar penas de 3 a 8 anos de reclusão, além de outros delitos eventualmente relacionados.
O desenrolar deste caso continua sob acompanhamento judicial, enquanto a defesa da advogada busca defender seus direitos legais e o sistema judiciário investiga as alegações feitas contra os envolvidos.















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