Adolescente de 14 anos liderava rede virtual de crimes de ódio contra menores na internet, diz polícia
A Polícia Civil identificou um adolescente de 14 anos, residente em Campo Grande (MS), como um dos líderes de uma rede criminosa dedicada à prática de crimes de ódio contra menores de idade na internet. A informação foi divulgada nesta terça-feira (15), durante a Operação Adolescência Segura, que cumpriu mandados em sete estados do país.

Conforme o Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), o menor atuava como administrador da estrutura criminosa, coordenando outros integrantes a partir de sua residência, no bairro Jardim Carioca. No local, foram apreendidos celulares, computadores e documentos. Apesar da confirmação de envolvimento, ele não foi apreendido por não ter sido flagrado em ação no momento da operação.
A investigação revelou que os criminosos utilizavam plataformas como Discord e Telegram para organizar os crimes, que incluíam instigação ao suicídio, incentivo à automutilação, pornografia infantil, apologia ao nazismo, maus-tratos a animais e até tentativa de homicídio. Segundo a polícia, os envolvidos promoviam desafios e competições com base nesses crimes.
A operação foi conduzida por agentes da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav-RJ), com apoio do CyberLab do Ministério da Justiça e Segurança Pública. No total, foram expedidos 2 mandados de prisão temporária, 20 de busca e apreensão, além de 7 pedidos de internação provisória.
As investigações começaram em fevereiro deste ano, após um ataque a um homem em situação de rua. A vítima sofreu queimaduras graves após ser atingida por coquetéis molotov lançados por um adolescente, enquanto um maior de idade transmitia o crime ao vivo para mais de 200 usuários em um canal da rede.
Até o momento, dois adultos foram presos e seis adolescentes apreendidos em diferentes estados, incluindo Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. As investigações seguem em andamento.
Com informações do Portal G1















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