Acusado em participação por homicídio de idoso é condenado a mais de 16 anos de prisão em Rio Branco
Nesta segunda-feira, 19, a Justiça do Acre anunciou a condenação de Wandason Silva da Cunha, de 36 anos, pelo homicídio de Adelino Eufrázio da Silva, de 67 anos, ocorrido em março de 2021, em Rio Branco. Cunha foi condenado a mais de 16 anos de prisão por efetuar disparos que resultaram na morte do idoso dentro de sua residência, na Travessa Primavera, bairro Canaã.

O juiz de Direito Alesson Braz, da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Rio Branco e Auditoria Militar, determinou a pena de 16 anos e oito meses de reclusão para Wandason Silva da Cunha. A condenação inclui homicídio qualificado por promessa de recompensa e recurso que dificultou a defesa do ofendido, considerando também que a vítima tinha mais de 60 anos.
Wandason da Cunha desempenhou o papel de motorista do veículo que transportou os dois autores do crime até a residência da vítima. Na fatídica madrugada de 13 de março de 2021
Os advogados de Cunha, James Rosas da Silva, Viviane Santos, e Izaac Almeida, afirmaram que estão trabalhando na defesa e pretendem entrar com recurso, alegando que a decisão é manifestamente contrária às provas dos autos.

Além de Wandason, outros três acusados foram condenados pelo mesmo crime: Francisco Osório, Saymo Farias e Pedro de Barros Junior. O motivo do assassinato, de acordo com a Polícia Civil, está relacionado a uma negociação frustrada entre a vítima e um dos suspeitos envolvendo a troca de gado por um veículo. As investigações continuam para identificar e prender os demais envolvidos no crime.
A polícia foi acionada pelo patrão de Adelino Eufrázio da Silva, que estranhou sua ausência no trabalho. Ao procurar pelo idoso, o patrão o encontrou caído e ensanguentado em sua casa. A perícia no local revelou duas perfurações por arma de fogo, indicando a brutalidade do crime, que ocorreu dois dias antes de ser descoberto.
Moradores da região relataram ter ouvido disparos na noite do crime, mas não acionaram a polícia por não ouvirem pedidos de socorro. A condenação reforça o compromisso da justiça em responsabilizar os envolvidos em atos criminosos, buscando trazer algum alívio para a família da vítima e para a comunidade.















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