Acre tem maior queda do país no volume de serviços em agosto, aponta IBGE
Com retração de 10,3%, estado lidera perdas nacionais e contrasta com alta de 0,1% registrada no Brasil, que acumula sete meses consecutivos de crescimento no setor

O Acre registrou a maior queda do país no volume de serviços em agosto de 2025, segundo dados divulgados nesta terça-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com julho, o setor no estado apresentou retração de 10,3%, na série com ajuste sazonal.
De acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), o resultado do Acre contrasta com o desempenho nacional, que teve alta de 0,1% no mesmo período, alcançando o sétimo mês consecutivo de crescimento. No acumulado desses sete meses, o volume de serviços no Brasil cresceu 2,6%, atingindo o maior patamar da série histórica iniciada em 2011.
Na comparação com agosto de 2024, o volume de serviços prestados no Acre caiu 7,1%, também o pior desempenho entre as 27 unidades da federação. No acumulado do ano, de janeiro a agosto de 2025, o setor acumula queda de 3,2% no estado. Já nos últimos 12 meses, a retração é de 1,9%, mantendo o Acre entre as poucas regiões do país com resultado negativo no período.
Em nível nacional, o setor de serviços — que inclui atividades como transporte, turismo, tecnologia da informação, alimentação e beleza — manteve trajetória de expansão. O avanço de 0,1% em agosto consolidou a sequência mais longa de altas mensais desde o período entre fevereiro e setembro de 2022, quando o setor acumulou crescimento de 5,6%.
Na comparação anual, o volume de serviços no Brasil cresceu 2,5% em agosto frente ao mesmo mês do ano anterior, com 19 das 27 unidades da federação registrando variação positiva. No acumulado de 12 meses, o avanço nacional é de 3,1%, reforçando o bom momento do setor no país.
Segundo o IBGE, quatro das cinco atividades pesquisadas contribuíram para o resultado positivo nacional:
Serviços profissionais, administrativos e complementares, com alta de 0,4%, registrando o quarto mês seguido de crescimento;
Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, com aumento de 0,2%;
Serviços prestados às famílias, com avanço de 1,0%;
Outros serviços, que cresceram 0,6%.














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