Acre registra menor número de ocorrências com armas de fogo sem vítimas em cinco anos
De janeiro a agosto de 2025 foram 638 casos, queda de 24% em relação ao mesmo período de 2024, segundo Ministério Público

O Acre alcançou, em 2025, o menor índice de ocorrências envolvendo armas de fogo sem vítimas dos últimos cinco anos. Entre janeiro e agosto, foram registrados 638 casos, uma redução de 24% em comparação ao mesmo período de 2024, quando ocorreram 843 incidentes. Os dados foram divulgados pelo Observatório de Análise Criminal do Ministério Público do Acre (MPAC).
O levantamento considera chamadas ao serviço de emergência 190 classificadas como porte ou posse ilegal de arma de fogo, disparo, arma encontrada e simulacro. Nos anos anteriores, os números eram mais altos: 1.063 registros em 2020, 1.217 em 2021, 1.031 em 2022 e 1.291 em 2023 — o maior do período. A tendência de queda começou em 2024, com queda expressiva para 843 ocorrências.
Distribuição regional
Rio Branco concentra a maioria absoluta dos casos: 4.035 registros entre 2020 e 2025, o que representa 66,33% do total. Em seguida aparecem Sena Madureira, com 9,01% (548 casos), Cruzeiro do Sul, com 5,74% (349), e Brasiléia, com 4,34% (264). No extremo oposto, Jordão registrou apenas um único caso em cinco anos.
Padrão das ocorrências
A maior parte dos registros acontece entre 10h da manhã e 2h da madrugada, com pico às 20h. Os finais de semana concentram mais ocorrências: domingos lideram a estatística, seguidos pelos sábados.
Apreensões em queda
As apreensões de armas de fogo pela polícia também apresentam redução. O estado registrou 623 confiscos em 2021, 564 em 2022, 525 em 2023 e 512 em 2024. Em 2025, até agosto, já foram apreendidas 246 armas, o que projeta menos de 400 apreensões até o fim do ano.
Os calibres mais comuns recolhidos são .38, .22, .28 e .32, principalmente revólveres e pistolas de circulação ilegal.














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