Acre recebeu R$ 2,3 bilhões em emendas parlamentares na última década
Atualizado: 2 de abr. de 2025
Um levantamento com dados do Tesouro Nacional revelou que o Acre recebeu R$ 2,3 bilhões em emendas parlamentares entre 2015 e 2025. Os valores repassados ao estado cresceram ao longo da última década, com os maiores montantes registrados nos anos mais recentes.
Os recursos foram destinados pela bancada federal, composta por oito deputados e três senadores, para áreas como saúde, infraestrutura, educação e saneamento básico e segurança pública. O levantamento inclui apenas as emendas já pagas, sem contabilizar aquelas ainda pendentes de liberação pelo Governo Federal.

Em 2015, não houve repasses via emendas de bancada, e os parlamentares destinaram R$ 45 milhões por meio de emendas individuais. Nos anos seguintes, os valores aumentaram gradualmente: R$ 68 milhões em 2016, R$ 82 milhões em 2017 e R$ 145 milhões em 2018, ano em que começaram a ser implementadas as emendas de bancada.
O crescimento dos repasses se manteve nos anos seguintes. Em 2019, o total chegou a R$ 133 milhões, subindo para R$ 195 milhões em 2020, R$ 249 milhões em 2021 e R$ 260 milhões em 2022. Os valores mais altos foram registrados em 2023 e 2024, com R$ 530 milhões e R$ 609 milhões, respectivamente.
O ano de 2023 marcou um recorde, com R$ 530 milhões repassados, sendo R$ 419 milhões por emendas individuais e R$ 110 milhões via emendas de bancada. Em 2024, os valores atingiram o patamar histórico de R$ 609 milhões, com R$ 424 milhões provenientes de emendas individuais e R$ 185 milhões de bancada.
Até 20 de março de 2025, o Acre já recebeu R$ 47,7 milhões, sendo R$ 31,2 milhões em emendas individuais e R$ 16,5 milhões de bancada.
No total, entre 2015 e 2025, o estado recebeu R$ 585,9 milhões em emendas de bancada e R$ 1,78 bilhão em emendas individuais. Do montante total, R$ 803 milhões foram direcionados ao Governo do Acre. Entre os municípios beneficiados, Rio Branco recebeu R$ 212 milhões, Cruzeiro do Sul R$ 171 milhões e Sena Madureira R$ 160 milhões, sendo os três com os maiores repasses.
O levantamento compreende apenas os últimos dez anos, sem dados disponíveis para períodos anteriores a 2015.















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