Acre faz história: eleição para juízes de paz tem resultado divulgado pelo Tribunal de Justiça
Primeiro pleito do tipo no Brasil mobilizou todas as comarcas e garantiu participação popular em 22 municípios
O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) divulgou, na noite deste domingo (30), o resultado da primeira eleição de juízas e juízes de paz do Brasil, realizada exclusivamente no estado. A votação, marcada como um marco para a Justiça acreana, mobilizou eleitoras e eleitores em todas as 22 cidades do Acre.

As urnas foram lacradas às 17h e, em seguida, teve início a apuração no auditório da Escola do Poder Judiciário (Esjud), em Rio Branco, com transmissão ao vivo pelo canal oficial do TJAC no YouTube, permitindo que a população acompanhasse o processo em tempo real.
Participação em todo o estado
Ao todo, o pleito ofereceu 24 vagas para a função — sendo três para Rio Branco e uma para cada um dos demais municípios. A votação ocorreu exclusivamente por meio de urna eletrônica, utilizando o mesmo padrão de segurança das eleições tradicionais. Foram 349 equipamentos distribuídos em 93 locais, com destaque para a capital, que contou com 91 urnas em 21 escolas.
Segundo o TJAC, cerca de 2 mil pessoas atuaram na operação, entre magistrados, servidores, colaboradores e parceiros, responsáveis pela logística, coordenação e trabalho de mesa.
Evento histórico para a democracia
O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Laudivon Nogueira, destacou que o Acre se tornou referência nacional ao promover a primeira eleição para juízes e juízas de paz no país.
“O sucesso da iniciativa contribui para nossas comunidades ao definir quem realizará casamentos, atos de conciliação e acordos. Foi uma oportunidade ímpar para a sociedade eleger quem desempenhará essa função”, afirmou.
Representando a Corte no momento da apuração, o desembargador Júnior Alberto também celebrou o resultado e ressaltou a importância da participação popular.
“Depois de 37 anos da Constituição, o Acre é o primeiro estado do Brasil a realizar este tipo de eleição. É algo inédito e histórico, que fortalece a democracia e a Justiça Comunitária. Uma eleição não se faz sozinha. Nosso agradecimento a toda a rede envolvida neste processo”, declarou.
Próximos passos
Com a apuração concluída, o Tribunal deve publicar os resultados oficiais e iniciar os trâmites para posse e início das atividades dos eleitos, que terão papel essencial em atos civis, especialmente casamentos e conciliações comunitárias.
O processo eleitoral deve se repetir periodicamente, fortalecendo a participação direta da população na escolha de quem atua na mediação de conflitos no dia a dia das comunidades acreanas.














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