ACIMA DE TUDO E DE TODOS: EUA recuam e encerram sanções da lei magnitsky contra Alexandre de Moraes; decisão ganha destaque global
A decisão dos Estados Unidos de retirar as sanções impostas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, provocou forte repercussão na imprensa internacional e passou a ser interpretada como um marco na reaproximação diplomática entre Brasil e Estados Unidos.

A medida, que encerra a aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes — vigente desde julho — foi amplamente destacada por veículos de grande influência global, como The Guardian, Financial Times e Bloomberg, que analisaram os impactos políticos e diplomáticos do recuo americano.
O jornal britânico The Guardian relembrou que Moraes havia sido sancionado por meio da legislação utilizada contra indivíduos acusados de violações de direitos humanos. Segundo a publicação, a decisão representa um revés direto para o ex-presidente Jair Bolsonaro e para o deputado federal Eduardo Bolsonaro, que chegou a se afastar do cargo para atuar em Washington buscando sanções contra o ministro, sob a alegação de perseguição política.
Já o Financial Times destacou que a retirada das sanções também alcança a esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, encerrando o risco de congelamento de ativos nos Estados Unidos e de restrições comerciais envolvendo empresas americanas. O jornal avalia que a medida contribui para destravar a relação bilateral após meses de tensão diplomática.
Com o fim das sanções internacionais, Alexandre de Moraes passa a atuar sem pressões externas formais, o que reforça sua posição institucional no STF e amplia sua liberdade para conduzir, com rigor jurídico, os julgamentos relacionados aos atos de 8 de janeiro e Bolsonaro.
Segundo o Financial Times, a crise teve seu ponto mais sensível quando o então presidente americano Donald Trump tentou pressionar o Brasil a abandonar processos judiciais envolvendo Jair Bolsonaro, classificados por ele como uma “caça às bruxas”, movimento que não prosperou.
A agência Bloomberg classificou a decisão como um recuo estratégico dos Estados Unidos em uma disputa direta com o Brasil e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A publicação ressaltou que tanto Lula quanto Alexandre de Moraes mantiveram suas posições e não cederam às pressões externas, o que acabou levando à reversão das sanções.
O fim das penalidades é visto por analistas internacionais como um divisor de águas nas relações entre os dois países, encerrando um dos episódios diplomáticos mais sensíveis envolvendo o Judiciário brasileiro em cenário internacional.















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